Dois casos suspeitos de Ebola estão sendo investigados pelas autoridades de saúde brasileiras, mobilizando equipes de vigilância epidemiológica em São Paulo e no Rio de Janeiro. Os pacientes apresentam histórico recente de viagem a países africanos com circulação do vírus e permanecem sob acompanhamento médico.
Em São Paulo, um homem de 37 anos, procedente da República Democrática do Congo, apresentou febre e foi internado em isolamento. Um exame identificou a bactéria causadora da meningite, mas o resultado não descartou a suspeita de Ebola, que continua sendo investigada.
Já no Rio de Janeiro, um cidadão belga que esteve recentemente em Uganda também é monitorado por suspeita da doença. Exames apontaram resultado positivo para malária, mas o caso segue sob avaliação. Pessoas que tiveram contato com o paciente estão sendo acompanhadas pelas autoridades de saúde.
Se algum dos casos for confirmado, será o primeiro registro de Ebola no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, o país nunca teve um caso confirmado da doença.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, até o dia 27 de maio, a República Democrática do Congo contabilizava 906 casos suspeitos e 223 mortes relacionadas ao atual surto.
Apesar da preocupação, o risco de transmissão no Brasil é considerado baixo. Entre os fatores apontados pelas autoridades estão a ausência de transmissão local da doença na América do Sul, a inexistência de voos diretos entre a região afetada e o continente sul-americano e a forma de contágio do vírus, que ocorre por meio do contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de pessoas infectadas e sintomáticas.
Diante do cenário, o Ministério da Saúde ativou nesta semana o Plano de Contingência Nacional para Febres Hemorrágicas Virais. A medida prevê reforço na vigilância de viajantes vindos de áreas afetadas, isolamento de pacientes suspeitos e monitoramento de contatos.
Entenda a doença
O Ebola é uma doença viral rara e grave, que pode causar febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Em casos mais graves, pode evoluir para hemorragias, choque e falência múltipla de órgãos. O período de incubação varia entre dois e 21 dias. Segundo as autoridades de saúde, a transmissão não ocorre antes do aparecimento dos sintomas.
Fonte: Oeste+

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