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30/05/2026 09:33
SAÚDE

HUST de Joaçaba completa 80 anos e projeta expansão para 400 leitos nos próximos 10 anos

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O encontro aconteceu no HUST na manhã de sexta-feira 29 , em um café com a imprensa

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A direção do Hospital Universitário Santa Terezinha (HUST) apresentou à imprensa os principais desafios enfrentados pela instituição e os planos para ampliar a capacidade de atendimento nos próximos anos. Durante o encontro, a diretora-geral do HUST, Lindamir Secchi Gadler destacou a importância de estreitar a relação com os veículos de comunicação para levar informações mais claras e educativas à população.
Segundo ela, o objetivo é aproximar a comunidade da realidade hospitalar e ajudar os pacientes a compreenderem melhor o funcionamento dos serviços de saúde. "Precisamos que a informação chegue para a pessoa certa, na hora certa, para que as pessoas saibam procurar a porta adequada para o seu atendimento."
Com 80 anos de história completados em 2025, o hospital enfrenta limitações estruturais diante do aumento da demanda regional. Atualmente, o HUST opera com 218 leitos e atende pacientes de diversas cidades, especialmente em casos de alta complexidade.
Lindamir destacou que algumas especialidades funcionam atualmente em caráter provisório e experimental, reforçando a necessidade de adequações físicas. "O hospital foi e continua sendo extremamente importante para a região, mas chegou o momento de planejarmos o futuro."


O Plano Diretor em elaboração servirá como guia para os próximos anos, definindo prioridades de expansão e o papel da instituição dentro da rede regional de saúde.
Somente em 2025, o hospital realizou aproximadamente 160 mil atendimentos nas mais diversas especialidades e patologias.
Segundo a diretora, muitos pacientes chegam à unidade porque não encontram solução para seus problemas de saúde em outros municípios da região.
Além do elevado volume de atendimentos, a instituição enfrenta dificuldades financeiras relacionadas ao modelo de financiamento da saúde pública. "Mensalmente faturamos exatamente aquilo que o Estado nos contratou para executar. Hoje não recebemos custeio para as atividades."
Lindamir Secchi Gadler informou que o HUST acumula um déficit mensal superior a R$ 1 milhão. Atualmente, parte da manutenção financeira depende de emendas parlamentares e convênios firmados com municípios da região.
O valor recebido de todas as prefeituras somadas gira em torno de R$ 250 mil por mês, quantia considerada insuficiente diante da importância regional da instituição. "Nós não queremos que sobre dinheiro. Queremos pagar as contas e atender a população."
A diretora-geral informou que está em diálogo com as associações municipais e os prefeitos para ampliar os repasses. Uma das propostas apresentadas prevê uma contribuição de R$ 6,00 por habitante dos municípios atendidos pelo hospital. Também foram realizadas reuniões recentes com o Governo do Estado para discutir alternativas de custeio permanente.
O Plano Diretor, que deve ser apresentado oficialmente à sociedade em junho, prevê uma expansão gradual da estrutura hospitalar ao longo da próxima década.
A proposta está dividida em três fases principais:
Primeira etapa:
Reorganização dos fluxos da emergência e dos ambulatórios, considerados atualmente pontos críticos da operação.
Segunda etapa:
Ampliação do centro cirúrgico, das UTIs e início da construção de uma nova torre hospitalar.
Terceira etapa:
Conclusão da nova torre e ampliação definitiva da capacidade assistencial.
A expectativa é que o Hospital Universitário Santa Terezinha passe dos atuais 218 leitos para cerca de 400 leitos em até dez anos. "Gostaríamos que as mudanças começassem efetivamente em 2027 para que, em três ou quatro anos, esse planejamento já estivesse em pleno desenvolvimento."

Uma das entregas mais aguardadas pela população é o novo Centro de Oncologia, que já está em fase final de acabamento.
Segundo Lindamir, o Governo do Estado garantiu os recursos necessários para a estruturação interna da unidade, permitindo que o espaço entre em operação até setembro.
O novo centro busca oferecer melhores condições de acolhimento e tratamento aos pacientes oncológicos. "Hoje a estrutura disponível é bastante limitada. O novo centro permitirá um atendimento mais humanizado, com mais conforto e dignidade para os pacientes durante o tratamento."
Ao encerrar a apresentação, a diretora-geral reforçou que a expansão da estrutura hospitalar depende do fortalecimento das parcerias com municípios e o Governo do Estado.
A avaliação é de que o crescimento populacional da região exige investimentos urgentes para garantir a continuidade dos serviços e ampliar a capacidade de atendimento nos próximos anos.
"A saúde não espera. Precisamos encontrar alternativas para continuar atendendo a população com qualidade e responsabilidade," finaliza Lindamir Secchi Gadler. Expresso impresso

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