Câmeras registram execução de criminoso com mais de 20 tiros em Itapema. ASSISTA AO VÍDEO;
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As câmeras de segurança que Roberto Radzikowski Júnior havia instalado na própria casa poucos dias antes de morrer acabaram registrando o momento exato da execução dele. As imagens, obtidas com exclusividade pelo Jornal Razão, mostram a dinâmica completa do crime ocorrido na manhã de domingo, 5 de julho, no bairro Alto São Bento, em Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina.
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As imagens revelam a sequência com precisão: a chegada do veículo, os disparos iniciais partindo de dentro do carro, o cerco à vítima já caída e a fuga logo depois. Esse registro deve auxiliar a Polícia Civil no trabalho de identificar os autores e esclarecer a motivação, uma vez que documenta o modo de operação do grupo do início ao fim.
Nas gravações, um carro aparece se aproximando da vítima e os criminosos efetuam os primeiros disparos ainda de dentro do veículo. Em seguida, os ocupantes descem, cercam Radzikowski Júnior e realizam uma nova sequência de tiros antes de fugir. Ao todo, ele foi atingido por mais de 20 disparos de arma de fogo, em uma ação que durou poucos segundos e provocou pânico entre os moradores da região.
Um detalhe reforça o roteiro trágico do caso: segundo informações apuradas no local, Radzikowski Júnior havia se mudado recentemente para o imóvel e instalado diversas câmeras de monitoramento na residência dias antes do crime. O equipamento que ele colocou para se proteger acabou sendo a testemunha silenciosa da própria morte.
A vítima, de 38 anos, natural de Balneário Camboriú e conhecida no meio criminal pelo apelido de “Maninho”, carregava uma extensa ficha criminal, com passagens e investigações por tráfico de drogas, porte ilegal de arma, roubo, desacato, resistência e homicídio. A prisão mais recente havia ocorrido em julho de 2025, em uma ação que apurou tráfico, uso de documento falso e associação criminosa, mas ele teve a preventiva revogada e voltou a responder em liberdade.
O histórico mais grave o ligava a um homicídio ocorrido em Balneário Camboriú, em novembro de 2014, quando foi indiciado pela participação na morte de um homem alvejado por nove disparos em frente a um bar na Terceira Avenida, no Centro da cidade. Segundo as investigações da época, a motivação daquele crime teria origem em uma desavença entre a vítima e Radzikowski Júnior de quando os dois estiveram no sistema prisional.
Informações repassadas às forças de segurança dão conta de que quatro homens encapuzados e armados, um deles supostamente portando um fuzil, teriam desembarcado de um Ford Ka vermelho antes da ação. Após o crime, o grupo teria seguido em direção a um condomínio, retornado à rua e fugido em um Fiesta branco de aparência antiga e com o para-choque danificado. O Ford Ka vermelho foi abandonado nas proximidades.
Assim que foram acionadas, equipes das forças de segurança isolaram a área para preservar os vestígios e permitir o trabalho da Polícia Científica e da Polícia Civil, responsáveis por recolher as evidências e apurar tanto a autoria quanto a motivação. O caso é tratado como execução, em razão da quantidade de disparos e da forma como a ação foi conduzida. Até o momento, nenhum suspeito havia sido preso, e a Polícia Civil segue à frente das investigações.
Fonte: Jornal Razão
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