SC recebe menos de 5% de volta do que envia a Brasília, critica Lunelli na Alesc
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Em discurso na tribuna da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, o deputado estadual Antídio Lunelli fez um duro ataque ao modelo atual do pacto federativo brasileiro, classificando como “injustiça” a baixa devolução de recursos da União ao Estado.
Segundo o parlamentar, Santa Catarina está entre os estados que mais contribuem com a arrecadação federal, mas figura entre os últimos no ranking de retorno.
“Que país é esse onde quem mais trabalha é quem menos recebe?”, questionou Lunelli da tribuna.
O parlamentar cita dados que evidenciam o desequilíbrio: Santa Catarina é hoje o 5º estado que mais arrecada impostos federais para a União, mas ocupa apenas a 24ª posição na devolução desses recursos. O descompasso se traduz em números expressivos: mais de R$ 100 bilhões enviados anualmente a Brasília, com retorno inferior a 5%. Em 2024, o índice foi ainda menor — apenas 3,64%.
Para o deputado, o modelo atual penaliza estados mais produtivos e eficientes.
“Não é equilíbrio federativo. É injustiça. É desrespeito com quem levanta cedo todos os dias para fazer o Brasil crescer”, afirmou.
Lunelli destacou que Santa Catarina se consolidou como uma das economias mais dinâmicas do país, com forte presença industrial, protagonismo no agronegócio e destaque nacional em competitividade e inovação — mesmo sem recorrer ao aumento de impostos.
Apesar disso, segundo ele, a falta de retorno dos recursos federais impacta diretamente áreas essenciais.
“O dinheiro que sai daqui faz falta todos os dias: nas rodovias sobrecarregadas, nos portos que sustentam a economia nacional, na infraestrutura, nos hospitais e nas escolas”, disse.
O parlamentar reforçou que o Estado não busca privilégios, mas sim uma redistribuição mais justa.
“Queremos apenas que uma parte maior do que Santa Catarina produz fique aqui — para investir no nosso povo, na nossa estrutura e no nosso futuro”, completou.
Ao final, Lunelli reforçou a defesa de uma revisão no pacto federativo e indicou que o tema seguirá como uma das principais bandeiras do seu mandato.
“O Brasil só será justo quando respeitar quem gera riqueza. E Santa Catarina não vai deixar de cobrar aquilo que é seu por direito”, concluiu.

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